Sei! Sei que te Amo quando te tenho e ter-te não me basta! Sei que te Amo quando te tenho e ainda assim te preciso com uma Saudade que a Saudade não mata! Sei! Sei que te Amo, quando a calma é uma urgência que sufoca com a respiração! Inspiro-te; Expiro-te; e apresso-me a inspirar-te de novo, só para não te deixar fugir. Sei! E não te prendo, porque só a liberdade te pode agarrar a mim, só pelo voo te posso roubar...
E fujo! Por vezes fujo-te, só para poder esbarrar-te em mim, encontrar-te no fio de um beijo rasgado antes do toque, nunca consumido no seu todo, nunca suficiente... Fujo de ti, como quem corre na direcção do medo!
Não quero saber de nada! Quero-te saber em tudo... Vou abandonar-te para dentro de mim... Não te quero ter, quero-te por empréstimo, por todos os dias – como um daqueles caloteiros (!) que pede emprestado e não devolve nunca – quero-te assim! Amo-te como um caloteiro desavergonhado!
E falo como se tivesse muito a dizer, quando no fundo, não tenho nada a dizer! Digo-te um improviso, Amo-te de improviso.
P.S. Queria só dizer que te Amo.
P.P.S. Era só isto. Dá-me um punhado de chuva e um sorriso, e eu faço-me... Faço-me-te!
Vítor Pereira
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