Vítor Pereira

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Directiva nº2



Um estranho sossego
Envolve as paredes,
Onde outrora dançou
O murmúrio do passado.
Que hoje esconde o medo,
As mágoas de velhas sedes,
Que beberam em segredo,
Do cálice do pecado.

Janelas cessam o ensejo,
Numa redoma de antigas ruínas.
Entoam lágrimas de um arpejo,
Do infortúnio destas quinas.

Vestem os trapos agora,
A bandeira que foi Portugal,
Veio o volver da hora,
Ceifar a honra nacional.

Veio o império que se perdeu…
Veio o quebrar do selo.
Que o passado se esqueceu,
O pecado foi esquecê-lo. 


                                                                            
Vítor Pereira