Existe no Amor, um sentido trágico que guerra alguma consegue alcançar. Se por um lado a guerra diz "Vou-te matar!", o Amor grita "Mata-me! Exijo que dês cabo de mim ou então de pouco me serve viver!" Enquanto que a guerra, ainda que raramente, se permite a uma trégua ocasional, não existe no Amor a possibilidade de pausas para negociação - porque Amar é uma Guerra ininterrupta que sempre parece estar por um fio, que a todo o momento parece querer explodir, dar cabo do mundo!
Guerra! É precisamente o que o Mundo precisa, é precisamente o que o Mundo urge, o que o Mundo gritaria se pudesse gritar! - "Guerra! Matam-se uns aos outros seus cabrões! Matem-se! Sufoquem-se com a força de um beijo! Estrangulem-se na violência de um abraço... Matem-se e deixem-me viver!"
Guerra! Só uma Guerra Mundial pode salvar o Homem! Só uma Guerra pode dar trégua ao Mundo.
Vítor Pereira
Volume II

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