Vítor Pereira

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Preto e Branco



A guitarra chora
Sobre os prantos da humanidade.
Brame pela demora
Da demanda da verdade.

Harmónicos de um verde,
Pardo, pelas sombras queimado.
Gotejos gretados de uma sede
De um graal avulso, abandonado.

Escalas diminutas de uma utopia,
Que teima romper-se por entre os dedos.
Sons informes de uma melodia,
Perdida por entre velhos segredos.

Chora a funesta humanidade
Sobre a guitarra em pranto defunto,
Brame em silêncio pela verdade,
Do preto e branco de um mundo.


Vítor Pereira

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