Não sou poeta,
Sou um actor de poesia.
Não sou um corpo,
Nem um profeta.
Sou uma estrofe vazia.
Todavia pulso e
insisto,
Grito os ferros da
minha herança.
Porfio, mantenho-me em
pé.
Sangro alma mas
resisto,
Na minha débil
esperança,
E total falta de fé.
Não a Deus, à sua
imagem!
Que habita este globo
covil,
Esse humano ser tão
perfeito,
Que já brotou com o
defeito,
De se exaltar de tanta
coragem,
Mas de ser totalmente
vil.
Poeta?! Não, não o
ouso.
Sou um maldito da
razão.
Sangro, mas jamais
repouso,
Da minha velha opinião.
Inspiro, e o teatro
permanece…
Vítor Pereira
Finis
coronat opus
Já li o poema sete, oito, ou até mais vezes:) Gostei muito...gosto do existencialismo, da certeza das incertezas, e das incertezas de certas certezas...muito bom, tens que publicar mais poesia tua!! incentivo, claro, de uma alma por aqui perdida:))
ResponderEliminarObrigado, os incentivos são sempre bem-vindos...
ResponderEliminarVitor, gostei. Fez que o meu dia servisse para saber/aprender algo de quem nos redeia, não é tarefa fácil. Ganhei um dia. Abraço JC
ResponderEliminarObrigado professor...
Eliminar