Vítor Pereira

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não Sou Poeta



Não sou poeta,
Sou um actor de poesia.
Não sou um corpo,
Nem um profeta.
Sou uma estrofe vazia.

Todavia pulso e insisto,
Grito os ferros da minha herança.
Porfio, mantenho-me em pé.
Sangro alma mas resisto,
Na minha débil esperança,
E total falta de fé.

Não a Deus, à sua imagem!
Que habita este globo covil,
Esse humano ser tão perfeito,
Que já brotou com o defeito,
De se exaltar de tanta coragem,
Mas de ser totalmente vil.




Poeta?! Não, não o ouso.
Sou um maldito da razão.
Sangro, mas jamais repouso,
Da minha velha opinião.

Inspiro, e o teatro permanece…

Vítor Pereira





 Finis coronat opus

4 comentários:

  1. Já li o poema sete, oito, ou até mais vezes:) Gostei muito...gosto do existencialismo, da certeza das incertezas, e das incertezas de certas certezas...muito bom, tens que publicar mais poesia tua!! incentivo, claro, de uma alma por aqui perdida:))

    ResponderEliminar
  2. Obrigado, os incentivos são sempre bem-vindos...

    ResponderEliminar
  3. Vitor, gostei. Fez que o meu dia servisse para saber/aprender algo de quem nos redeia, não é tarefa fácil. Ganhei um dia. Abraço JC

    ResponderEliminar